Cerca de oitenta mil pessoas estavam ontem no Marco Zero do Recife para dizer OBRIGADO ao melhor presidente da história do Brasil.quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Obrigado Lula
Cerca de oitenta mil pessoas estavam ontem no Marco Zero do Recife para dizer OBRIGADO ao melhor presidente da história do Brasil.segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Começo do Fim
Sinto um aperto. E já não sei se é no coração ou na consciência. Olho em volta e só consigo ver o que passou. Pois para frente a visão ficar turva e já não me permite discernir muita coisa.No passado vejo amigo, o amor e a realização. No presente “estranheza e solidão”. No futuro, eta! Já não sei mais não. Tudo de mim parece ter ficado no passado. Ter sido amarado nas entranhas das voltas que a vida dar. Já não há mais firmeza e determinação. A ânima que me sustentou parece não está mais presente em meu corpo. Há um abismo que a cada dia anuncia que vai me engoli. “Já nem sei dizer se sou feliz ou não”.
domingo, 10 de outubro de 2010
MARINA, você se pintou...?
Maurício Abdalla [1]
"Marina, morena Marina, você se pintou" – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o "grito da Terra e o grito dos pobres", como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as "famiglias" que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas "os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz". Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. "Azul tucano". Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a "vitória da Marina". Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
"Marina, você faça tudo, mas faça o favor": não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você "tanto faz". Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem "esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele".
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. "Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu".
domingo, 3 de outubro de 2010
O Rio Como Alternativa

Este na verdade foi apenas mais um dos dias engarrafados do grande Recife. O problema do trânsito vem se agravando dia apos dia. Alias, trânsito é um termo inadequado para denominar a fila de carros e caminhões que diariamente se forma nas ruas das cidades da região metropolitana. Apesar de estarmos em plena campanha eleitoral, digo, a apenas três dias das eleições, nenhum candidato apresenta propostas efetivas para resolver o problema.
Fico pensando na possibilidade de despoetizar o Rio Capibaribe tão bem fraseado por Gilberto Freire, João Cabral de Melo Neto e que rendeu a Recife o titulo de “Veneza Brasileira” e torná-lo em uma alternativa ao transporte de massa.
Vamos pensar um pouco! Um rio que corta o Recife e tem 270 Km de extensão, passando por 42 municípios do estado, nasce no agreste e desagua no mar, em Recife, precisa se transformar em uma alternativa para desafogar o trânsito na região metropolitana ou no mímimo no centro da cidade.
Alias, hoje este tipo de transporte fluvial não é inédito e ocorre em uma microescala no bairro de Casa Forte, onde os moradores da comunidade Cabocó utilizam barcos para se locomover até a Torre. No passado durante o ciclo da cana-de-açúcar, o rio que servia de trilho para escoar o melaço, a madeira e especiarias que saíam da casas de engenho.
Como vemos, mais uma vez precisamos investir na recuperação de mais uma área degradada (o rio), pela nossa sociedade capitalista que vibra com a mobilidade social de 36 milhões de pessoas para a classe média e com boom de vendas de veículos.
Como disse o poeta:
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Precisamos entender...
Não dá para conciliar preservação ambiental com o modelo econômico capitalista que bancaroteia o mundo. A forma romântica de agir de alguns setores ambientalista que pregam uma convivência entre a preservação e o modelo econômico, o qual costuma chamar de “sustentabilidade”, junto com os tecnicista que levantam a bandeira da geoengenharia tentam responder a desenfreada degradação do nosso planeta. Porém a cada dia fica mais claro que esta não é uma crise ambiental e sim moral.
A falência dos valores que nos torna humano devasta a sociedade e nos distancia de uma visão planetária assim como cósmica. Não temos a consciência nem mesmo do nosso local, não enxergamos o nosso semelhantes e nem nos entendemos como entre ou parte deste “meio ambiente”. Termo que, aliás, não tem propriedade de ser. Pois o que é meio não é inteiro ou ainda todo meio é um ambiente.
Precisamos visitar outras culturas como negra, a indígenas, a indiana, onde a natureza é cultuada e divinizada gerando o respeito e, por conseguinte a preservação. Precisamos romper os padrões do mercado e entender que o capital não é o valor que precisamos para preservarmos o planeta. Precisamos entender que fazemos parte de um cosmo e que este tem regras que chamamos de naturais. O esforço apenas tecnico-científico não consegui responder aos desafios e não evitará a destruição do nosso planeta. É necessário que as igrejas assumam seu papel junto ao povo, que seus teologos repensem sua praxi. Amplie o lugar teológico para o encontro de Deus. Refaça a exegese bíblicas sobre uma pespectiva ecológica de um Deus encontrado em tudo e em todos (panenteísmo / panteísmo), não apenas no homem.
domingo, 29 de agosto de 2010
Multa Ambiental é uma Farsa
O fechamento de uma indústria, a constatação de contaminação de rios, o flagrante de desmatamento e um derrame de óleo no mar é matéria de capa para qualquer jornal. É noticias lucrativa para qualquer meio de comunicação. O clima de indignação é passado pelos jornalistas e nos contagia do outro lado. As cenas de atuações dos fiscais do IBAMA e Polícia Federal são empolgantes em suas operações sempre com um título impactantes (operações “Guardiões da Amazônia”, “Arco de Fogo”, Operação “Curupira").
Mas, e depois quem paga a conta? Um levantamento inédito feito pelo jornal O Globo revela que, nos dez anos da lei de crimes ambientais, menos de 1% do valor total de multas administrativas aplicadas pelos órgãos ambientais estaduais foi pago.
A grande quantidade de recursos judiciais que o infrator lança mão, embasado na má ou errada descrição e fundamentação legal das infrações feitas pelos fiscais, muitas fezes até de forma dolosa, tem provocado a anulação de muitas multas.
A prescrição também é causa desta inadimplência ambiental. A morosidade dos órgãos, que em alguns casos levam mais de 5 anos para analisá-las, promove uma verdadeira avalanche de multa não pagas. Desta forma, multas ambientais no Brasil é uma verdadeira farsa. Virou propaganda de governantes que querem se mostra atuantes na preservação ambiental, já que é o tema da moda na atualidade.
Mas a situação ainda é pior. Pois deste 1% de multas pagas apenas 10% de cada multa vão para o Fundo Nacional do Meio Ambiente e efetivamente são aplicados em planos ou programa de preservação ambiental. O restante fica com o tesouro nacional e são aplicados em qualquer outra coisa, quem sabe até em mensalão!...
Desta forma fica a necessidade de equacionarmos esta problemática que atinge em cheio os programas de preservação do meio ambiente. Talvez priorizar o dispositivo legal dos infratores prestarem de serviços ambientais tais como: execução de obras de recuperação de áreas degradadas e de atividades de preservação, recuperação da qualidade do meio ambiente ou com o custeio de programas e projetos ambientais, e ainda o de adotar o embargo e confisco de áreas e bens impedindo a comercialização dos produtos seja mais eficientes que a aplicação de multas.
Em meio a este cenário não é possível aceitar ou até mesmo pensar em anistia aos crimes ambiental. E isto está sendo proposto no projeto de alteração do código florestal brasileiro que tramita, em estágio avançado, na no congresso nacional.
Roberto Almeida.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
São João Ecológico

As fogueiras têm origem europeia e eram utilizadas pelos pagãos para celebrar a chegada do solstício de verão. A Igreja católica aculturou esta tradição fazendo uma releitura a partir da passagem bíblica em que as primas, Maria e Isabel, fizeram um trato para esta acendeu uma fogueira sobre o monte para avisar a Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto.
Daí em diante a prática das fogueiras virou tradição incentivada pela Igreja Católica e fortemente prática no nordeste brasileiro.
Hoje com o calor das discussões sobre a preservação do meio ambiente as fogueiras precisam ser repensadas. Pois os impactos apesar pouco pesquisados são visivelmente relevantes à natureza. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) revela que para cada fogueira queimada seria necessário o replantio de três árvores por ano.
Além de contribuir com o desmatamento da tão sofrida mata atlântica nordestina também impacta, consideravelmente, nos mangues das regiões metropolitanas das capitais do nordeste. Pois é de lá que vem a maioria das lenhas que encontramos enfileiradas para a venda nas calçadas das avenidas destas cidades. Não distantes estão as emissões de gases poluentes que contribui, no mínimo, com o aumento do efeito estufa e agudamente ameaça a saúde das pessoas. Já que a celeuma sobre a veracidade do aquecimento global é grande o deixaremos de lado.
Vejo neste cenário um exemplo de modelo cultural que precisa ser retrabalhado direcionando-o para uma realidade ecológica bem mais coerente com os dias atuais. Assim a Igreja tem mais uma grande oportunidade de rever o discurso e ecologizar esta tradição. Para começar poderia incentivar apenas fogueiras coletivas promovendo a união, a harmonia e a interação das pessoas de uma rua. Assim reduzindo o número de fogueira. As prefeituras dos grandes pólos das festas juninas como Caruaru e Campina Grande deveriam seguir o proposto por Robson Fernando em seu blog: “abandonando o costume em prol de um São João ecologicamente correto e ensinando às pessoas que a fogueira é um estorvo ambiental que não faz falta para os festejos”.